Construir um Sistema de Ataque

Um dos problemas do rugby moderno é a construção de um sistema de ataque.
Se olharmos para a generalidade dos livros de rugby, em todos vemos sistemas defensivos, raramente vemos sistemas de ataque.
A performance de um jogador deve ser medida no jogo, e não no treino. O treino não deve ser mais do que o desenvolvimento do jogador para atingir o objetivo.
O jogador deve ser capaz de assim que se ganha a bola, ou mesmo quando se está na perspectiva de a vir a ganhar, de visualizar um caminho para o try.

Para se construir um bom sistema de ataque há que colocar questões como:
• Que plataformas de posse de bola a equipe costuma ter?
• Que plataformas de posse de bola são mais importantes para marcar o Try ?
• Que tipo de posse de bola é melhor?
• Que fases são mais cruciais?
• Que outros factores podemos destacar como importantes para a nossa equipa marcar tries?

QUE PLATAFORMAS DE POSSE DE BOLA?
Dois gráficos de análise:

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Neste gráfico podemos observar o que aconteceu no último Super Rugby (2012), quanto a plataformas para tries , com muitas diferenças entre os equipes dos três países. (fonte: Wayne Smith, Creating a World Class Attack, Formação, Oxford, 2012).

Mas podemos ter outra organização de dados, como acontece neste caso, reportando jogos dos Worcester Warriors, e incluindo todas as situações e não apenas aquelas que deram ensaio (fonte: Richard Hill, Attacking Strategy, DVD, 2011).

Ambos os modelos de análise são importantes, e o seu cruzamento permite resultados qualitativos significativos.

Mas perceber qual a posse de bola que é mais importante para marcar tries é crucial.
O que estamos a construir é o nosso modelo de ataque, e o nosso objetivo é marcar tries.
Para isso temos que nos organizar seja qual for a posse de bola de modo a atacar o espaço, à largura ou ao comprimento do terreno.

Saber em que situações habitualmente ganhamos a bola, e quais são aquelas que temos uma maior tendência para aproveitar adequadamente é essencial.

E começa aqui o problema dos sistemas de ataque: a sua construção, mais do que resultado de nossas ideias pré-concebidas de como devemos atacar, deve resultar de muitas horas de análise da dinâmica coletiva da equipe e das características individuais de cada jogador.

Não podemos pensar em atacar como os All Blacks, ou como os Chiefs, se não tivermos jogadores com características para o fazer.

O nosso jogo de ataque depende essencialmente dos jogadores que temos e deve ser adaptado às suas características.

 

Autor : Luis Canongia Costa

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