Um pouco de historia e posições no jogo de rugby seven

Origem Rugby Sevens foi criado em 1883 por Ned Haig, na cidade Melrose (Escócia), como um evento de arrecadação de fundos

para o seu clube, o Melrose Rugby Football Club. Incluía outras competições associadas ao rugby como corridas com a bola,

campeonato de drop kicks, campeonato de dribles, além da Copa de Rugby Sevens de Melrose, sendo este o campeonato principal

onde participaram 8 clubes. O grande sucesso do campeonato fez com que a modalidade se espalhasse por outras cidades.

Até hoje a Melrose Cup ainda é disputada anualmente na Escócia como parte do circuito Borders Sevens contando inclusive com a

participação de equipes do Japão, do Uruguai e da África do Sul.

Regras Destacam-se as principais diferenças entre Rugby Sevens e Rugby XV:
– 7 jogadores titulares (ao invés de 15);
– 5 jogadores reservas (ao invés de 7);
– 3 substituições por jogo (ao invés de 7);
– Dois tempos de 7 minutos / dois tempos de 10 minutos, caso seja uma final (ao invés de 40);
– Prorrogação de 5 minutos (ao invés de 20);
– 1 minuto de intervalo / 2 minutos em partida final (ao invés de 10 minutos);
– Conversões devem ser feitas em no máximo 40 segundos após o try (ao invés de 60 segundos);
– Conversões feitas por drop kick (ao invés do place kick);
– 3 jogadores no scrum (ao invés de 8);
– Cartões amarelos dão 2 minutos de suspensão (ao invés de 10).

 

O objetivo principal do rugby é marcar mais pontos que o adversário. Para isso, é permitido correr com a bola, chutar ou passá-la,

porém, nunca para a frente.Por ser um esporte de contato é permitido “tacklear” ao portador da bola , ou seja, derrubar o jogador que está com a bola a fim de

obtê-la para seu time.

Porém, como avançar com a bola sem poder lançá-la para frente? Chutar a bola para frente é permitido, mas se algum jogador da

equipe quiser agarrá-la é preciso estar atrás do jogador que a chutou. Esses são os dois maiores desafios do rugby e sem dúvida o que

mais atrai seus praticantes. É preciso muito trabalho em equipe para conseguir levar a bola para frente em direção ao gol dos

adversários.

Criar e utilizar bem o espaço é fundamental.

Após a saída da partida o jogo está “em aberto”, ou seja, a bola está sendo passada ou chutada entre os atletas.

Como dito anteriormente, só é permitido passar a bola para os lados ou para trás. Se o jogador optar por não passar a bola ele tem

duas outras opções: correr com ela ou chutar.

Na modalidade Seven entram em campo sete jogadores e a partida é dividida em dois tempos de sete minutos, com apenas um minuto

de intervalo.
Existem algumas maneiras de  marcar pontos:

– Try – um try é marcado quando a bola é apoiada no solo na área além dalinha de in-gol do time adversário. Cada try vale 5 pontos.

– Conversão – depois de marcar um try o time pode tentar marcar uma conversão ao chutar a bola sobre o travessão e entre os postes.

Cada conversão vale 2 pontos.

– Penalty kick – quando uma falta grave é cometida é marcado um penalty. A equipe que sofreu coloca a bola no local da infração e

chuta em direção ao upright. Cada penalty kick vale 3 pontos.

– Drop goal – um drop goal é marcado quando o jogador chuta a bola para o gol. Para que isso aconteça é preciso que a bola esteja

nas mãos do chutador e que ela toque o solo antes de ser chutada (não vale chute de bate-pronto). Cada drop goal vale 3 pontos.

O jogo começa com um chute de drop no centro da linha de meio de campo. A equipe que não chutar a bola deve ficar a 10 metros de

onde o chute será dado. Já a bola chutada precisa, obrigatoriamente, percorrer no mínimo 10 metros em direção à linha do in-goal

adversário. Se isto não acontecer, a bola passa a ser do time adversário.

 

No Rugby, as posições são definidas pelos números nas camisas, muitas vezes as posições são referidas usando somente seus números.

Isso, porém, não impede da numeração estar diferente durante o jogo. As seguintes posições são aplicadas na modalidade de Seven.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pilar – #1 e #2

Os pilares são jogadores que formam, junto com o Hooker, a linha de frente do scrum. O #1 é o Pilar Esquerdo (Loosehead Prop)

e o #2 o Pilar Direito (Tighthead prop). Tipicamente pilares devem ter pescoços curtos e ombros largos por causa da força que é

passada por toda coluna do jogador na hora do scrum. Idealmente ambos pilares devem ter a mesma altura para fornecer estabilidade

ao hooker.

Como são os jogadores que recebem o maior impacto no scrum, devem ser fortes e resistentes, principalmente nos braços, costas e peito.

Também nas pernas, já que todo impacto do scrum deve ser absorvido pelas pernas dos jogadores. Tipicamente o Pilar Direito é maior

porque tem a responsabilidade de manter o scrum em pé.

A função dos pilares no scrum é fornecer uma plataforma estável para o Hooker (#4), poder alcançar a bola com mais tranquilidade.

Hooker ou talonador – #4

Também conhecido como “Talonador”, tem duas grandes responsabilidades importantes:

  • Eles hookeiam (puxam, também chamado de ‘pinçar’) a bola no scrum, para que a mesma seja retirada pelo scrum-half ;
  • Lançar a bola para o line-out na lateral.

Por fazer parte da Primeira Linha é normalmente forte e com muita resistência física. Para o hooker é muito importante força nos

braços e costas já que estes tem que segurar com toda força possível os pilares no scrum. Ainda é importante flexibilidade para poder

hookear a bola enquanto o scrum estiver formado.

No Line out o hooker é responsável por lançar a bola com precisão para qualquer um dos puladores, estando no começo ou no final

do line-out, lançando uma bola alçada para os puladores do fundo. Também é resposnável por cobrir o canal que fica entre a linha

de 5m e a lateral.

Por ser da Primeira Linha é frequentemente encontrado em rucks e mauls garantindo ou tentando recuperar a bola do adversário.

Scrum-Half (Meio-scrum) – #3

O Scrum-half(Também conhecido como Meio-scrum, half-scrum, médio formação, 3) é o jogador de ligação entre a linha e os

forwards. Ele introduz a bola no scrum e a retira, assim como recebe a bola dos forwards no lateral, fazendo a transição para a linha.

Precisam ter o passe preciso e rápido para ambos os lados, visão de jogo e pensamento rápido. É um jogador chave para o

desenvolvimento do jogo.

Responsável por mandar nos forwards deve ter um caráter forte e muita personalidade afim de explorar as diversas possibilidades de

jogo que lhe são apresentadas. Deve dominar todos os tipos de passe à perfeição, sejam curtos, longos, rápidos ou lentos.

Seus chutes devem ser ágeis e seguros para não sofrer da pressão da oposição em chutes na base de rucks e mauls.

Tem muito manuseio de bola já que precisa passar a bola do jeito que a recebe no line-out, no scrum, em mauls e rucks, porém não

tem muitas oportunidades de correr com a bola. Em defesa são responsáveis pelo primeiro tackle em saídas pela base do scrum, assim

como todos jogadores, devem possuir um bom tackle.

Abertura – #5

É provavelmente o jogador que mais exerce influência no jogo, é o cérebro da equipe. É quem toma as decisões da linha.

É o jogador mais visado pela oposição por esta razão.

A recepção de bola do abertura tem que ser perfeita já que todas as bolas da linha passam por ele. O seus passes, para os dois lados,

devem ser rápidos longos e precisos, precisa saber executar eficientemente salteios, relevos e cruzas conforme a partida exigir.

Possui muita visão de jogo.

Além de passes o abertura tipicamente é responsável pelos chutes, podendo executar tranqüilamente quaisquer dos vários tipos de

chute independente de pressão da oposição ou posição em relação ao campo, chutando com as duas pernas.

O abertura precisa ter braços fortes para os passes e mudança de velocidade e direção eficiente na corrida para poder desviar da

oposição, que o visa constantemente.

Em defesa precisa ter tackles fortes e técnicos já que muitas vezes a oposição tem como objetivo inutilizar este jogador.

Centro – #6

O Centro é o principal executado das jogadas de ataque, através de complicadas jogadas estão sempre dando investidas contra a defesa.

Tem que realizar cruzas, relevos, salteios, dummy’s, sidesteps e hand-offs, além dos mais variados passes.

Deve conseguir executar as jogadas chamadas pelo abertura e improvisar quando necessário. O passe necessita ser preciso para

ambos os lados. Precisam ter muita agilidade para mudarem a direção da corrida rapidamente afim de desviar da oposição.

Na defesa devem ter tackles técnicos e duros já que sempre pegam a oposição em velocidade.

Ponta – #7

Conhecidos como finalizadores de jogadas, são os ‘homens try’ do jogo. Tipicamente são os últimos a receber a bola, sua habilidade

principal é a velocidade e recepção de bola, porém se conseguir ter Agilidade e força, fica ‘um jogador muito diferenciado’.

O Ponta (#7) tem mais velocidade final e menos aceleração, tipicamente é menor fisicamente, fica do lado do centro, perto da lateral.

Os pontas devem receber a bola dos centros em alta velocidade, mas ainda tem que desviar do ponta oposto e ainda do full back, o

último homem. Por tal razão tem que ser bons em desviar e ‘quebrar’ tackles, ainda mais perto da lateral, o habitat natural do ponta.

Dominar chutes, principalmente o grubber kick(rasteiro) e o chip kick(balãozinho), também é uma habilidade útil para os pontas.

Em defesa não só tem que ter tackles eficientes para parar o ponta do outro time, como tem que ter posicionamento perfeito em caso

de chutes, sabendo quando e aonde se posicionar no fundo do campo. Sua recepção de bola deve ser perfeita.

Substitutos

Os jogadores substitutos começam o jogo no banco, porém podem entrar a qualquer momento. Existem dois tipos de substituições.

As temporarias e as permanentes. No rugby seven normalmente temos 3 substitutos e o time pode fazer uso de todos 3.

Porém uma vez substituído, o jogador não pode voltar ao campo, salvo exceção quando à uma substituição é temporaria quando um

jogador no campo esta sangrando(Chamada de “Blood substitution”) e precisa sair afim de parar o sangramento.

Entra em seu lugar um jogador do banco, que o substituirá temporariamente.

Seven

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